A síndrome de Down não é uma doença, é uma condição genética! Mas exige alguns cuidados específicos com a saúde

Nesta quinta-feira, 21, é o Dia Internacional da Síndrome de Down, e como a Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE) possui alguns pacientes com esta síndrome, resolvemos contar um pouco das tantas histórias vivenciadas por nós no Centro Especializado em Reabilitação (CER III), e a escolhida foi a da Deborah Narciso.

A Deborah chegou na AAPPE com apenas 20 dias e ainda não tinha o diagnóstico fechado de Síndrome de Down, no entanto apresentava algumas características clínicas que sugeriam a síndrome. Por conhecer a importância da intervenção precoce, nossa equipe realizou as orientações iniciais com a família, e iniciou o acompanhamento terapêutico da mesma, que recebeu a confirmação da trissomia através do cariótipo com 2 meses.

Desde então a pequena vem apresentando alguns avanços e um desenvolvimento neuropsicomotor bem próximo ao esperado para sua idade cronológica. Começou a andar com um ano e meio, interage bem socialmente, apresenta boa imitação motora, tem noções de esquema corporal e atividades do cotidiano.

“Ela é uma menina adorável, carinhosa e muito esperta”, essa foi uma das frases que a irmã, Mariana Marques,Terapeuta Ocupacional, proferiu no inicio da conversa ao falar da pequena com os olhos marejados.

Atualmente, com quase dois anos de idade, ela participa do Projeto de Intervenção Unificada na Primeira Infância – Projeto IUPI, da AAPPE, sendo atendida por uma equipe multidisciplinar composta por: terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, enfermeira e psicóloga para os pais. Além de acompanhamento médico com a neuropediatra e fisiatra.

“O acompanhamento que a Deborah tem aqui na AAPPE é excelente e essencial para o seu avanço, os profissionais tem a preocupação em orientar os familiares e estimular para que em casa o desenvolvimento também aconteça”, pontuou Lucileide Narciso, mãe da Deborah.

A Síndrome

A síndrome de Down, chamada de trissomia 21, é uma condição genética e é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo, ou seja, ela é causada por um cromossomo extra no par 21. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população possuem 46 cromossomos em cada uma das células. Vale restar que quanto maior o estímulo dado a crianças durante a infância, melhor será seu desenvolvimento.

Fonte:

Assessoria de comunicação – AAPPE