AAPPE firma parceria com Ifal e capacita servidores

Jhonathan Pino - Assessoria de Comunicação IFAL

Professores e técnico-administrativos do Campus Murici iniciaram nesta quarta-feira, 31, uma capacitação na Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE) de Maceió, onde eles passarão por três meses de instruções em Linguagens de sinais – Libras. Essa é apenas uma das ações realizadas pela Unidade para receber de forma adequada sua primeira aluna surda, aprovada no último processo seletivo.

De acordo com Rafaella Viana, coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Necessidades Específicas do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), essas medidas visam atender a Lei Nº13.409, que estabeleceu a obrigatoriedade de reserva de vagas para pessoas com deficiência nos cursos técnico de nível médio e nos cursos de nível superior da rede federal de ensino. Foi a partir desta norma que o Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) do Campus Murici começou a planejar uma forma de viabilizar um ambiente escolar mais acolhedor para os alunos com deficiências.

“Na semana de retorno às aulas, no dia 20 de março, iremos oferecer aos professores um minicurso sobre estratégias de ensino da pessoa surda, que será ministrado pela professora doutoranda Viviane Sarmento Nunes, da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Trata-se de um minicurso de oito horas, onde serão abordadas questões sobre a cultura surda. Dentre elas: avaliação, metodologia de ensino e sensibilização a realidade da comunidade surda”, detalhou docente.

Rafaella lembra que os alunos do Campus também receberão instruções. “Foi submetido um projeto de ensino que tem como objetivo sensibilizar os alunos sobre a cultura surda. Nesse projeto consta 40 horas de um curso básico de Libras para os colegas de turma da aluna surda, completou a docente.

Na última seleção do Ifal, foram destinadas quatro vagas por turma para alunos com deficiência, ao todo, 12 vagas para o ano de 2018, porém apenas quatro estudantes foram aprovados nesta modalidade, no Campus Murici. Além da aluna surda, a turma da tarde de Agroecologia contará com uma aluna com deficiência intelectual. Também foram estão matriculados discentes com essa mesma deficiência nas turmas da manhã e tarde do curso de Agroindústria.